quarta-feira, 14 de agosto de 2013

SANGRAMENTO UTERINO ANORMAL

Maiores incidências nos extremos da vida reprodutiva(mais cilcos anovulatórios e irregulares)

CICLO NORMAL=
  • Fluxo dura 3-7 dias
  • Intervalo de 21-35 dias
  • Volume 20-80ml
  • Menstruaçao ocorre quando estrogênio e progesterona caem , secundaria a regressão do corpo lúteo.

ETIOLOGIA:
  • Orgânica= gravidez, doenças, traumas e medicamentos
  • Disfuncional= alterações endócrinas, insuficiência de progesterona, ação persistente de progesterona ou ciclos anovulatórios com estimulação estrogênica continua que leva a hiperplasia endometrial. Ciclos anovulatórios.

DIAGNOSTICO:
Diferencial=
1-      de onde vem o sangramento
2-      idade da pct
3-      sexualmente ativa- gravidez
4-      frequência, duração, relação com coito
5-      período menstrual ou intermenstrual
6-      sintomas associados
7-      doença sistêmica ou medicamento
8-      mudança de peso
9-      historia familiar

ANAMNESE

EXAME FISICO- alterações anatômicas outros sinais ou sintomas

Beta HCG

HEMOGRAMA+ COAGULOGRAMA


TSH, T4LIVRE, FUNÇÃO HEPATICA, PROLACTINA, FSH, LH- suspeita de doença sistêmica.

US TRANSVAGINAL- espessura do endométrio, miométrio, volume do útero, anexos

HISTEROSCOPIA E BIOPSIA ENDOMETRIAL- se espessura >5mm (PADRAO OURO)

CURETAGEM UTERINA- alto custo, anestesia geral, ultimo recurso

SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL

ETIOLOGIA- ciclos anovulatórios, extremos da vida reprodutiva
1- Privação absoluta de estrogênio. Ex: ooforectomia bilateral

2- Privação relativa de estrogênio (estrogênio mantido por longo período sem oposição da progesterona). Ex: ciclos anovulatórios

3- Privação absoluta de progesterona (queda súbita causa SUD) Ex: interrupção de terapia progestinica

4- Estimulo continuo de progesterona (atrofia endometrial)

TRATAMENTO- depende da causa

Não hormonal:

a- AINES- reduz sangramento por inibir as Pg – IBUPROFENO 400mg 12-12hrs

b- ANTIFIBRINOLITICOS- reduz sangramento por inibir os ativadores de plasminogenio. ACIDO TRANEXAMICO

Hormonal:

a- PROGESTAGENOS- ACETATO DE MEDROXIPROGESTERONA 10mg durante 10-14 dias. Para pct anovulatória com ciclos irregulares.

b- ACO- iniciar no período de sangramento prolongado de 12-12hrs durante 7 dias, haverá sangramento 2-5 dias após a suspensão, no 5º dia iniciar o ACO de baixa dose por 21 dias e intervalo de 7 por no mínimo 3 meses.

c- ESTROGENIOS- em sangramento intenso usar estrogênios conjugados 2,5mg VO 6-6hrs ate diminuir. Após controle do sangramento usar metade da dose e associar acetato de medroxiprogesterona 10mg a partir do 20º dia do uso de estrogênio. Manutençao é feita com ACO media dose 21 dias intervalo de 7 por 3 ciclos.

d- DIU COM LEVONOGESTREL(MIRENA)- para pct com sangramento importante ou com insusf renal. Leva a amenorreia.

e- ANTIANDROGENICOS- danazol e gestrinona

f- AGONISTAS DO GnRH- faz supressão ovariana(hipoestrogenismo). Usar em pos transplantados, insuf renal e discrasias sang.

Cirurgico- qnd o tto clinico falha, ou há contra-indicaçao ou por opção da pct.

a- Ablação endometrial
b- Curetagem uterina
c- Histerectomia               

VULVOVAGINITES

tabela por Marcela R. Toazza


terça-feira, 13 de agosto de 2013

ENDOMETRIOSE

FATORES DE RISCO
  • ·         Historia familiar materna
  • ·         Malformação uterina
  • ·         Menarca precoce
  • ·         Ciclos menstruais curtos
  • ·         Duração do fluxo aumentada
  • ·         Fluxo menstrual aumentado
  • ·         Estenoses cervicais
  • ·         Baixo IMC
  • ·         Gestação tardia
  • ·         Nuliparidade
  • ·         Raça branca e asiática
  • ·         Consumo de álcool e café

LOCAIS MAIS COMUNS
  • ·         Ovarios(endometrioma-cisto com liquido espesso, achocolatado cercado por fibrose)
  • ·         Ligamento uterossacro
  • ·         Fundo de saco post
  • ·         Folheto post do lig largo
  • ·         Fundo de saco anterior
  • ·         Extrapelvico mais comum=INTESTINO

QUADRO CLINICO
  • ·         Dismenorreia
  • ·         Dispareunia
  • ·         Dor pélvica crônica
  • ·         Infertilidade

DIAGNOSTICO
  • ·         Videolaparoscopia
  • ·         US transvaginal(endometrioma)
  • ·         Dosar CA 125

DIAGNOSTICO DIFERENCIAL
  • ·         DIP
  • ·         Síndrome do colon irritável
  • ·         Cistite intersticial
  • ·         Adenomiose
  • ·         Tumores ovarianos
  • ·         Doença diverticular
  • ·         Ca de colon

TTO
  • ·         Conduta expectante(doença minima e perimenopausa)
  • ·         ACO
  • ·         AINES
  • ·         Progestogenios, Danazol, análogos de GnRH
  • ·         Cirurgia laparoscópica ou videolaparoscopica



AMENORRÉIA

Primaria-  não houve menarca aos 14 + falha de desenvolvimento sexual, ou aos 16+ desenvolvimento sexual normal.
Secundaria- 3 ciclos consecutivos ausentes, ou 6 meses.

FISIOLOGIA
Pulso de GnRHà estimula Hipofise anteriorà libera FSH e LHàatua no folículo ovarianoà libera estrogênio e progesteronaàovulação(elevação súbita d LH e estrogênio).
Estrogênio e progesteronaàagem no endométrioàalterações proliferativas e secretorasà ausência de fecundaçãoàmenstruação(queda de estrogenia e progesterona)

EMBRIOLOGIA
  • ·         Sexo cromossômico XX ou XY(idêntico ate o 2º mês de gestação)
  • ·         Sexo gonadal (diferencia em testículo ou ovário na 8º semana)
  • ·         sexo fenotípico

Trato urogenital(genitália interna)- Ductos de Wolff e Muller
Muller origina- Trompas, útero e 2;3 sup da vagina
Wolff origina- epidídimo, ducto deferente, vesícula seminal.
Tubérculo genital e protuberância genital, pregas urogenitais, seio urogenital-(genitália externa)-
Tubérculo- clitóris ou glande
Protuberância- grandes lábios ou escroto
Pregas- pequenos lábios ou corpo peneano e uretra
Seio- próstata.

Testiculo produz Hormonia antimulleriano que leva a involução do Ducto de Muller. E produz testosterona que define genitália interna masculina.
CLASSIFICAÇÃO
I-                    UTEROVAGINAIS
II-                  DESORDENS GONADICAS
III-                DESORDENS HIPOFISARIAS
IV-               DESORDENS HIPOTALAMICAS

DIAGNOSTICO
·         Observar estigmas de Turner, ausência de caracteres sexuais, uso de medicamentos, hímen imperfurado, ausência de vagina, alterações neuropsíquicas, comorbidades.

·         INVESTIGAÇÃO DE AMENORREIA 2ªà
A-     EXCLUIR GRAVIDEZ( beta HCG)
B-      Dosar TSH(hipotireoidismo)
C-      Dosar PROLACTINA(hiperprolactinemia)
D-     Teste da PROGESTERONA (patencia do trato de saída)- administrar por 5 dias havendo sangramento após a interrupção= anovulação. Se não sangrar= trato de saída obstruído, resposta endometrial inadequada, produção estrogênica deficiente.
E-      Teste do ESTROGENIO -  administrar estrogênio e progesterona, imitando um ciclo normal, deve haver sangramento!! Se não sangrar= trato de saída obstruído!!!
F-      Dosagem do FSH-  se o teste do estrogênio sangrar procurar outras causas(II, III, IV).
FSH alto= hipogonadismo hipergonadotrofico(eixo hipot-hipof normal e produção ovariana deficiente)
FSH baixo= hipogonadismo hipogonadotrofico (ausência de estimulo central)
Níveis normais ou diminuídos de FSH e LH rastrear tumores do SNC com exames de imagem(RNM)
G-     Teste do GnRH- identifica disfunção hipofisaria ou hipotalâmica.
Se houver aumento de FSH e LH após o teste = desordem hipotalâmica.
·         INVESTIGAÇÃO DA AMENORREIA 1ªà

Disgenesia gonadal(TURNER) é a principal causa!!!!

CÂNCER DE COLO UTERINO

DIAGNOSTICO
·         Fatores de risco
·         Queixas como dor, corrimento e perda sanguínea anormal
·         Assintomático no inicio
·         Lesões exofiticas hiperplásicas
·         Colpocitologia(lesões da ecotcervice)
·         Colposcopia com biopsia

EXAME FISICO-
·         Inspeção vulva, vagina e colo
·         Toque vaginal
·         Toque retal(infiltração para paramétrios)

·          
FATORES DE RISCO

·         Infecção pelo HPV(100 subtipos- 16 e 18 mais cancerígenos). O 16 causa carcinoma de células escamosas. O 18 causa adenocarcinomas.
CLASSIFICAÇÃO
TIPOS
NIC
CA INVASIVO
BAIXO RISCO
6 *11* 42 43 44
20%
_
MEDIO RISCO
31 33 35 51 52 58
24%
10%
ALTO RISCO
16 18
45 56
47%
6%
47%
27%
*casuam o condiloma acuminado
·         Entre 20-40 anos
·         Promiscuidade sexual
·         Coitarca precoce
·         Parceiro sexual com Ca de penis, ou varias DST previas, ou q frequenta bordeis.
·         DST(gonorreia, clamídia, sífilis, herpes)
·         ACO
·         Tabagismo
·         Imunossupressão
·         Deficiência de allfa 1 antitripsina
·         Baixo nível socioeconômico
·         Multiparidade
·         Desnutrição
·         Ma higiene genital


FORMAS CLINICAS
·         Cura espontânea
·      Vírus associado a citologia normal ou alterações citopaticas discretas
·         Alterações celulares transitórias q desaparecem espontaneamente
·        ·      Alterações celulares persistentes q não progridem
·         ·      Alterações celulares q evoluem para Ca in situ ou invasor.

TRATAMENTO:
Condiloma acuminado: 
·           ·     Cauterização com eletrocauterio, laser e substancias químicas, imunomoduladores ou ressecção cirúrgica.
a-      Lesões extensas na vulva- eletrocauterio ou laser.
b-      Lesões localizadas- ACIDO TRICLOROACETICO
c-       Lesões volumosas- ressecção cirúrgica.
·           ·     VACINAS- quadrivalente(6 11 16 18) e bivalente(16 18)
IM, 3 doses
·           ·     NIC I- acompanhar com  preventivo 6-6 meses, 2 negativos consecutivos, passar a rotina anual.Se lesão progredir em 2 anos tratar com ABLAÇÃO ou EXCISIONAL.
·          ·       NIC 2 - tratar!!! CAF ou conizaçao
·           ·     NIC 3- tratar!!! Conização
           ·      Ca in situ- CONIZAÇÃO, radioterapia, quimioterapia, ou quimiorradioterapia.
TABELA SOBRE O TRATAMENTO- POR MARCELA RUFINO TOAZZA
PREVENTIVO(papanicolau)
·             ·   Citopatologico= preventivo
·             ·   Mulheres 25-60 anos  1 vez por ano, após 2 exames anuais consecutivos normais ,  a cada 3 anos.(MS 2006)
·             ·   Amostra satisfatória- indentificação correta, informaões relevantes, células escamosas bem preservadas(300), mínimo de 2 agrupamentos de cel glandulares endocervicais ou metaplasicas escamosas.
      CLASSIFICAÇÃO PAPANICOLAU
    ·   Classe I:  células normais
    ·   Classe II: células atípicas sem malignidade
    ·   Classe III: células atípicas sugestivas de malignidade
    ·   Classe IV: células muito sugestivas de malignidade
    ·   Classe V: células malignas
       CLASSIFICAÇÃO DA OMS
    ·   Displasia leve -  moderada -  acentuada
    ·   Carcinoma in situ
CLASSIFICAÇÃO DE RICHARDT(neoplasia intraepitelial cervical)
  ·  NIC i: celulas atipicas em ate 1/3 do epitelio
  ·  NIC II:celulas atipicas em 1/3 a 2/3 do epitelo
  ·  NIC III: celulas atipicas em ate 2/3 do epitelio. Se não ultrapassa lamina basal é Carcinoma in situ. Serve para displasia severa e Ca in situ.
      CLASSIFICAÇÃO DE BETHESDA
  LSIL(BAIXO RISCO)
·           ·  Mitoses atípicas basal e parabasal, multinucleação, disceratose, pleomorfismo citonuclear.
·         ·    Corresponde a NIC I
·          ·  Alto índice de regressão espontânea e baixa progressão para alto grau e carcinoma invasor.
HSIL(ALTO RISCO)
·         ·  Mitoses atípicas em toda espessura do epitelio, desorganização, atipia citonuclear severa
·         ·  Corresponde NIC II e NIC III
·         ·  Alto risco de progredir para carcinoma invasor.


CONDUTA DE ACORDO COM ACHADOS
LSIL- repetir citopatologico(preventivo) em 6 meses.
  • ·         Se 2 exames consecutivos forem NEGATIVOS, voltar a rotina anual.
  • ·         Se POSITIVO com qlqr atipia celular, encaminhar para COLPOSCOPIA + BIOPSIA

HSIL-  diretamente a COLPOSCOPIA+ BIOPSIA
ASCUS- repetir citologia em 6 meses
  • ·         Se 2 exames consecutivos forem NEGATIVOS, voltar a rotina anual.
  • ·         Se a repetição demonstrar lesão igual ou mais grave a células escamosas atípicas de significado indiferenciado possivelmente não neoplasica(ASCUS), encaminhar para COLPOSCOPIA. Havendo lesão proceder a BIOPSIA

ASC H- diretamente a COLPOSCOPIA+ BIOPSIA
AGUS- diretamente a COLPOSCOPIA+ BIOPSIA. Avaliar canal cervical.

COLPOSCOPIA
  • ·         Vizualização do colo
  • ·         Acido acético 5% (deixa lesão esbranquiçada)
  • ·         Teste de Schiller(lugol)- cora de marrom a mucosa normal, e a alterada não se cora(amarelo).

O teste é POSITIVO qnd o iodo é NEGATIVO(amarelo- não cora)
O teste é NEGATIVO qnd o iodo é POSITIVO(marrom= cora)

HISTOPATOLOGICO(PADRAO OURO)- da biopsia. Confirma o diagnostico.

SEGUIMENTO POS TTO DE CA DE COLO
1º ano
  • ·         Exame ginecológico de 3-3 meses
  • ·         Preventivo e colposcopia 6-6meses
  • ·         Toque vaginal e retal
  • ·         US abdominal total aos 6 e 12 meses(estádio III e IV)
  •           Hemograma
     2º ao 5º ano-
  • ·         Consultas 6-6 meses
  • ·         Todas rotinas anteriores mantidas

             Após 5º ano-
  • ·         Consultas e exames anuais

quarta-feira, 11 de maio de 2011

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GRAVIDEZ ECTÓPICA
A gravidez ectópica caracteriza-se pela implantação do ovo fora da cavidade endometrial (tubas, ovários, intraligamentar e locais anômalos do útero). A incidência é de 0,3 a 3% das gestações, sendo responsável por 6-10% de toda a mortalidade materna6. Pode causar, ainda, dificuldade para nova fertilização e episódio repetido de gravidez ectópica em até 25% das pacientes que conseguem novas gestações9. Entre os fatores de risco o mais comum é a doença inflamatória pélvica, porém outros como multiparidade, DIU, cirurgias pélvicas extra-genitais, curetagens, insucesso de laqueadura tubária, anomalias tubárias, cirurgias tubárias conservadoras, idade maior que 30 anos, endometriose e indutores de ovulação, também são relacionados. Quanto à localização, a maioria dos episódios (96%) ocorrem nas tubas3, sendo em ordem decrescente nas regiões ampolar (73%), ístmica (24%) e intersticial (3%). Gravidez ectópica extra-tubária tem uma freqüência de apenas 4% (ovário, região cornual, intraligamentar, abdominal e cervical). A gravidez ectópica pode evoluir para reabsorção local, abortamento espontâneo, abortamento tubário completo ou incompleto, rotura tubária, podendo levar a abdômen agudo, choque hipovolêmico e óbito. Alcançar o termo da gravidez é raríssimo e apresenta altos índices de malformações e mortalidade. Diagnóstico Clinicamente dor abdominal e sangramento transvaginal são os achados mais observados4e5. Outros dados importantes são a presença do atraso menstrual e fatores de risco associados. Ao exame físico, pode ser evidenciado massa anexial palpálvel, abaulamento em fundo de saco e, em alguns casos, irritação peritoneal e instabilidade hemodinânmica. A tríade clínica de dor pélvica, sangramento transvaginal e massa anexial palpável freqüentemente não está presente, além de não ser patognomônica. Assim, a dosagem do beta-hCG e a ultra-sonografia são fundamentais. A ultrasonografia deve ser feita com critério e sempre avaliando os anexos, visto da possibilidade de uma gravidez heterotópica (gestação intra uterina associada a uma ectópica), apesar de ser rara e com uma incidência de 1 para 4000-7000 gestações2e8. A identificação de um embrião ou saco gestacional com saco vitelino extrauterinos são as evidências mais definitivas de uma gravidez ectópica. Outros achados (massa anexial complexa e líquido livre em fundo de saco em moderada quantidade) associados com a anamnese e exame físico podem ajudar a fechar o diagnóstico1. É sempre importante afastar tumores ovarianos e para-ovarianos, miomas submucosos e intraligamentares, hidrossalpinge, hematossalpinge, abscesso tubo-ovariano, apendicite e volvo intestinal. Se o beta-hCG for maior que 2000UI/l, no ultra-som transvaginal o saco gestacional é para ser visibilizado; caso não seja evidenciado, há uma grande probabilidade de gravidez ectópica (afastar abortamento espontâneo recente). Sendo o beta-hCG menor que 2000ui/l , se faz necessário tanto sua repetição como do ultra-som. Quando se utiliza o exame transpélvico, o valor de referência para o beta-hCG é de 6000UI/l. Ao Doppler observa-se um padrão com alta velocidade e baixa resistência (semelhante ao corpo lúteo)1. Conduta Inicialmente realiza-se uma avaliação do estado hemodinânmico, tendo o cuidado de puncionar um bom acesso periférico, hidratar, colher exames laboratoriais (tipagem sanguínea, hematócrito, hemoglobina e beta-hCG) e providenciar reserva sanguínea. Na gravidez ectópica não-complicada pode-se tentar a conduta expectante se: hemoperitôneo menor que 1000ml, massa anexial menor que 2cm, ampolar e beta-hCG menor que 1000UI/l; tendo o cuidado de fazer um acompanhamento adequado. Mesmo assim poderá surgir reação inflamatória local, aderências e rotura tubária. Outra opção é o uso de metotrexate na dose de 50mg/m2, intramuscular em dose única. Nestes casos, sempre é importante observar os critérios para o uso e segmento destas pacientes (vide a seguir). O metotrexate tem como principais efeitos colaterais: estomatite, gastrite, diarréia, hepato e mielotoxicidade7. Outras drogas também são utilizadas com esta intenção (RU-486 e Prostaglandina F2alfa). Critérios para o uso de metotrexate: - Gravidez ectópica íntegra - Embrião sem atividade cardíaca - Estabilidade Hemodinâmica - Ausência de doença hepática ou renal - Consentimento informado da paciente Seguimento: - Curva de pulso e PA 2/2h nas 1as 24h. - Beta-hCG nos dias 3, 7 e semanal até negativar. - US nos dias 3, 7, quinzenal ou mensal ( não é critério de cura já que pode haver crescimento da massa). - Rotina laboratorial (HC, beta-hCG, uréia, creatinina, TAP, TGO, TGP e coagulograma) nos dias 3,10, 30 e 60. - Histerossalpingografia após 60 dias. O tratamento cirúrgico abrange desde procedimentos mais conservadores (laparoscopia, salpingotomia linear, salpingostomia linear e ordenha tubária) até laparotomias exploradoras com exérese anexial, dependendo do estado hemodinâmico da paciente, localização da implantação e desejo de engravidar.

Bibliografia:
1- MANUAL DE GINECOLOGIA DA Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, Universidade Federal do Ceará 2004- Cap 28- Rodney Paiva Vasconcelos, Manoel Oliveira Filho e Francisco das Chagas Medeiros